A Medicalização o Estar e o Sentir!
Vivemos em tempos em que o estar juntamente do sentir, deixaram de fazer parte da vivência de um sujeito.
Comumente nos deparamos com cenários em que o sujeito está entristecido, angustiado ou em sofrimento e a medicalização se torna uma “solução”, para que esses sentimentos não façam parte da vida da pessoa.
Isso em muitas vezes é sustentado por uma ideia de extrema produção voltada para uma lógica capitalista, onde o sujeito precisa produzir constantemente e o simples fato do sentir, se torna um impeditivo para essa produção.
E é exatamente nesse processo que as individualidades e o sentir são deixados de lado e o uso de medicamentos pode se converter em dependência e posteriormente se tornando estruturante.
Algo que podemos refletir, é se em tempos modernos nos quais constantemente somos estimulados, o “estar” não se tornou algo descartável e o “ser” tão valorizado, a ponto de nos afastar da experiência de simplesmente sentir a nós mesmos.

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